quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A final, o que significa karatê? 

É uma arte marcial de origem japonesa, uma forma de luta em que o praticante usa suas partes do corpo como autodefesa; suas mãos, braços, pernas, pés, enfim, qualquer parte do corpo com as mãos vazias, sem armas para praticá-la.

Traduzindo estes três ideogramas para a Língua Portuguesa, tem-se:

KARA: significa livres, vazias, limpas.
TE: mãos.
Do: caminho ou método.
Karatê-Do: “O caminho das mãos vazias”.m

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Karatê Atual

KARATÊ ATUAL 

 Mais contemporaneamente, o que se deve destacar neste histórico são as datas, marcantes, a seguir. Segundo GONZALEZ (1985), em 1902, por exemplo, é quando surgem os primeiros antecedentes públicos do karatê. 

Em seguida, após a guerra russo-japonesa, em 1906, são realizadas as primeiras exibições públicas de karatê. Esse foi o início para a popularidade da arte. Já por volta do ano de 1914, havia um grupo de grandes mestres: Kyan, Fosukuma, Chibana, Mabuni, Motobu, Miyagui, entre outros que disseminavam a filosofia e a prática. Isso leva à introdução oficial do karatê no Japão, em 1922, pelos mestres de Okinawa em viagem ao continente.

Nesse ano, também, o mestre Funakoshi (1870-1957) realiza uma brilhante apresentação aos membros do Ministério da Educação, quando fica decidido a implementação do karatê como cadeira normal dentro das universidades. 

Um ano mais tarde, a arte marcial Judô (JU= suave, DO = caminho: caminho da suavidade) seria apresentada aos membros do Ministério da Educação, através do mestre fundador Jigoro Kano, com o mesmo êxito, sendo também introduzida como cadeira normal nas universidades japonesas.
SURGIMENTO DO KARATÊ

 O karatê, como arte marcial, teve seu início através da imigração de monges e rebeldes, que dominavam essas técnicas. Essa imigração ocorreu em conseqüência do distanciamento da espiritualidade das artes marciais, que começaram a existir,apenas como combate, contrariando o ideal iniciado pelos monges.

 No Japão, veio o enriquecimento das práticas gerando uma nova disciplina marcial. Nesse sentido, há de se destacar o arquipélago de Okinawa por ter fundamental importância no crescimento das artes marciais no Japão, devido a sua localização geográfica e as vias de intercâmbios comerciais e culturais com a China. Foi em Okinawa, a maior da ilhas, que originou-se uma arte marcial própria, conhecida como "Okinawa-te", com deslocamentos em linhas retas, que pouco a pouco se mesclou com as formas mais brandas e com movimentos circulares da arte marcial vinda da China.

Isso aconteceu até que em 1600 d.C., a ilha de Okinawa foi conquistada e uma restrição muito severa ao uso de armas foi imposta. Isso provocou o aprimoramento das técnicas de combates sem armas. Como essa prática se dava na clandestinidade, cada cidade criou características próprias em suas diferentes práticas. Esse foi o ponto em que surgiram os diversos estilos da arte marcial das mãos vazias.

Karatê Dô, um caminho educativo

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

CONSTRUINDO UMA NOVA PRÁTICA PEDAGÓGICA NO KARATÊ ATRAVÉS DO LÚDICO.

CONSTRUINDO UMA NOVA PRÁTICA PEDAGÓGICA NO KARATE ATRAVÉS DO LÚDICO. Autor(es) IVO PEDON Orientador(es) CINTHIA LOPES SILVA

1. Introdução
De acordo com o texto sobre a história do karatê, esta é uma arte marcial tradicional de país a país, uma cultura oriental criada há séculos. O karatê surgiu no Japão junto à cultura tradicional Japonesa. Esta cultura é rígida e muito autoritária, em que o praticante não tem espaço para praticar a modalidade livremente. Suas regras são cumpridas como apresenta o codificador do Karatê no Brasil o mestre Funacoshi. O karatê é uma prática esportiva que oriundo de uma cultura oriental, possui uma estrutura que ora assemelha-se apenas a prática competitiva (federações, ligas e torneios) e ora apresenta-se como reflexo de seu arcabouço cultural estrutura hierárquica, utilização da língua originária e padrões tradicionais de saudação. Neste contexto, os elementos esportivos e culturais fazem parte das modalidades que comumente são denominadas de artes marciais no Brasil, em seu discurso de muitos adeptos/praticantes, haja transição no âmbito do binômio esporte/cultura. De acordo com Silva e Damiani (2006) olhando as artes marciais no dia de hoje; dividimos o seu aprendizado em três formas na primeira como ocupação de espaço alternativos em academias que se estruturam em procedimentos ecléticos; a segunda, com rasa preparação e fundamentação filosófica dos instrutores; terceira, com ênfase no treinamento físico e técnico para as competições esportivas. As academias estão cada vez mais uniformes com seus conceitos tradicionais, o embasamento ou aprofundamento teórico muitas vezes são transmitidas de maneira equivocada, hoje em dia são priorizados os treinamentos para obtenção de resultados esquecendo-se muitas vezes da prática pelo lazer, excluindo os menos habilidosos da realização desta prática. Segundo Silva e Damiani (2006), a sociedade entende a corporeidade como ambiguidades, pois passamos transformações de um século que redescobriu, manipulou e mitificou o corpo. Nos dias atuais cresce a ampliação do interesse das práticas corporais, pelo reconhecimento e a possibilidade de superação e reconhecimento de seus limites postos do corpo nesta civilização. Concordando com Silva e Damiani (2006), sobre o crescimento da mercadorização das práticas corporais por vivemos em uma sociedade econômica social capitalista, nesta sociedade vivemos suas manifestações culturais que estão sempre envolvidas as práticas corporais. Cada região procura uma prática corporal que está relacionada à sua cultura seja ela para práticas de aventura, práticas de esportes radicais, lutas, danças etc. O tempo de lazer tem sido considerado, sobretudo, em contraposição aos tempos de obrigações sociais, com destaque aos do trabalho, discussão construída por Dumazedier (1956) com base em estudos desenvolvidos no interior da França. Marcellino (2002) prefere entender o lazer como cultura vivenciada no tempo disponível das obrigações profissionais, escolares, familiares e sociais, combinando os aspectos tempo e atitude; fenômeno gerado historicamente e do qual emergem valores questionadores da sociedade como um todo, e sobre o qual são exercidas influências da estrutura social vigente; um tempo privilegiado para a vivência de valores que contribuem para mudanças de ordem moral e cultural. As práticas corporais devem ser tratadas pelas ciências humanas e sociais, pela arte, pela filosofia e pelos saberes populares, sem desprezar as ciências biológicas, dado que esta dimensão é constituinte fundamental do humano, tomando-se seus indicadores como parte do processo ativo de auto-organização subjacente à vida. Silva e Damiani (2006) As autoras destacam também o crescimento do processo de esportivização das práticas corporais, especialmente nas mais tradicionais provenientes das culturas populares como capoeira, que é uma arte marcial e uma dança. As artes marciais estão sendo exploradas não apenas por uma esportivização mais por uma prática para recarregar as suas tensões decorrentes do estudo e trabalho, muitas pessoas não praticam o esporte por espetacularização apenas realizam a prática corporal por lazer. O crescimento do processo de esportivização traz, para esses fenômenos culturais, uma série de elementos que são constituídos dos esportes convencionais, como a competitividade, rendimento e performance, essa esportivização humano do que a espécie humana, que se constitui a partir de um conjunto de experiências que se constroem no corpo, a partir do corpo e por meio do corpo. Silva e Damiani (2006) compreendem que existem questões que são colocadas em diferentes ordens com relação às práticas corporais, como às suas diferentes expectativas, imagens e técnicas, formas de expressão e sensibilidade no mundo contemporâneo. A compreensão do enraizamento cultural das práticas corporais colocou-se, assim, como um pressuposto do trabalho desenvolvido, tanto na prática pedagógica para sua re-segnificação, como na consideração de suas características co-educativas, nas quais as atividades são comuns aos gêneros sem uma grande diferenciação de idades que as tornem excludentes. Silva e Damiani (2006). A ideia principal do autor é trabalhar por meio da experiência, contrapondo-se a técnica, que é o que prevalece e que vem constituindo um trabalho fragmentado, caracterizado pelo isolamento, o compartilhamento que caracteriza a experiência. A experiência é um fato da tradição que caracteriza a vida, tanto individual quanto coletiva, que reconstitui a capacidade da memória, assim possibilitando a que pessoas de diferentes idades, gêneros possam compartilhar momentos e não estar isolados pela lógica e técnica por ter sido determinante. Neste sentido, as práticas corporais são significativas para as pessoas que participam, permitindo contrapor à perda do enraizamento cultural e das referências grupais que vêm caracterizando as sociabilidade contemporâneas. Assim, as práticas corporais coletivas potencializa a prática individual. Nesta construção do sujeito temos que pensar que existem um reconhecimento do semelhante e a construção da alteridade que tanto nos é necessário, pensando assim a intenção de investigar os limites e possibilidades de re-significações de diferentes práticas corporais na contemporaneidade. Segundo Santos (2002), educar não se limita a repassar informações ou mostrar apenas um caminho, aquele caminho que o professor considera o mais correto, mas é ajudar a pessoa a tomar consciência de si mesma, dos outros e da sociedade. É aceitar-se como pessoa e saber aceitar os outros. É oferecer várias ferramentas para que a pessoa possa escolher entre muitos caminhos, aquele que for compatível com seus valores, sua visão de mundo e com as circunstâncias adversas que cada um irá encontrar. Educar é preparar para a vida. A criança tem necessidade de brincar, o primeiro aspecto de sua importância, é que uma atividade gostosa, que dê prazer, traz também felicidade. Deste modo, nem um outro motivo precisaria ser acrescentado para afirmar a sua necessidade (Marcellino, 2002).


2. ObjetivosGeral - Construir uma prática pedagógica a partir de um referencial sociocultural, elaborando novas possibilidades de práticas e técnicas específicas para crianças na iniciação esportiva da modalidade Karatê. Específico - Transformar o ensino das técnicas tradicionais de karatê, de modo que a ser predominante no processo educativo o elemento lúdico.


3. DesenvolvimentoA metodologia utilizada será a pesquisa bibliográfica, tendo como base as idéias de Severino (2007), através das suas diretrizes metodológicas. Análise textual; preparação para texto, análise temática; compreensão dos textos, análise interpretativo, interpretação dos textos, problematização, discussão do texto e síntese pessoal, reelaboração pessoal da mensagem. Otrabalho se trata de uma revisão de literatura, baseada nas ideias de Severino (2007) e a discussão é eminentemente qualitativa.


4. Resultado e DiscussãoEstamos realizando uma revisão de literatura, a pesquisa se encontra em andamento, porém já realizamos a revisão da literatura sobreo lúdico.


5. Considerações Finais
A pesquisa se encontra em andamento, porém, pelo que foi realizado até o momento é possível identificar que uma prática pedágógica fundamentada no referencial sociocultural e nos estudos do lazer e do lúdico é uma alternativa profícua para o ensino e aprendizagem do karate.



Referências Bibliográficas Nelson Carvalho. Lazer e educação. 6.ed. Campinas: Papirus, 2000 . História do karatê. Disponível em: . Acesso em: 29 de abril de 2012. NAKAMOTO, H. O. ; AMARAL, S.C.F. . A Luta como Prática de Lazer. In: IX Seminário Lazer em Debate, 2008, São Paulo. Anais do IX Seminário O Lazer em Debate. São Paulo : USP, 2008. BRUYNE PAUL; HERNAN JACQUES; SCHOUTHEETE MARC, Dinâmica da Pesquisa em Ciências Sociais, 5ª Ed. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1991. MINAYO SOUZA .C MARIA, Pesquisa Social, 21ª Ed. Vozes, Petrópolis RJ, 1993. SILVA M. ANA; DAMIANI R. IARA, Práticas Corporais, Vol 4, Florianópolis Ciências e arte, 2006.SEVERINO, Joaquim Severino. Metodologia do trabalho científico. 23.ed. São Paulo/SP. 2007.



JAIR ALVES DA SILVA